| 1. Sobre a Fundação do CECA | 2. Sobre a origem da capoeira |
| 3. Sobre sua formação | 4. Sobre o jogo |
| 5. Sobre a ética no jogo | 6. Sobre os deveres |
| 7. Sobre os mestres | 8. Sobre o pensamento |
ESCRITA ORIGINAL MANTIDA, SEM CORREÇÕES
3. Sobre sua formação como capoeirista
"Eu
ti digo, comecei a educar-me nesse
jogo, por força de vontade, e não
foi com trez meses, ou com menos,
porque o tempo é muito pouco,
poristo é que eu pinoteio, salto,
tenho agilidade, tenho manhas, jogo
no corpo, dibre para me livra do
agressor, sirvo-me dos pés, da
cabeça ..."
"Em cada Districtos tinha um
mestre para ensinar e nos dias de
festa, era de regras, prestar
contas, mostra os alunos, mostra
coisa nova, truques, inrêdos,
enprovisado, e o mestre em geral,
classificavam com uma argola, era o
premio, era de grande valor, prova
de mericimento... "
"E o meu mestre bôm, eu
aprendi na rua da laranjeiro, e
lesionei na rua Sta. Izabel em 1910
a 1912, quando eu abandonei a
capoeira, e voltei, em 1941, para
organizar o Centro de capoeira o 1o
na Bahia. Na escola de Aprendiz
Marinheiro da Bahia eu era o 110, e
lecionei os meus camaradas de 1902 a
1909,..."
"Com fé e coragem para ensinar
a mosidade do futuro estou apena
zelando para esta maravilhosa luta
que é deixa de erança adequirida
da dança primitiva dos caboclos, do
batuque, e candobré originada pelos
africanos de Angola ou Gejes; muitos
adimira essa belissima luta quando
os dois camaradas joga sem egoismo,
sem vaidade; é maravilhosima, e
educada."
Fontes:
Angelo
A. Decanio Filho. Manuscritos e
desenhos de Mestre Pastinha.
Angelo
A. Decanio Filho. A herança de
Pastinha. 2 ed. 1997.