Nzinga Mbandi Ngola, rainha de Matamba e Angola, viveu de 1581 a 1663 e representa resistência à ocupação do território africano pelos portugueses que lá aportaram para o tráfico de escravos. |
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A ocupação portuguesa naquela região começou em 1578 com a fundação da, hoje, Luanda, capital de Angola. O rei Ngola Kiluanji, pai de Nzinga, resistiu por muitos anos à invasão de seu território. Foi sucedido por seu filho Ngola Mbandi que, inicialmente, também impediu o avanço do comércio escravagista para o interior.
Nzinga auxiliou seu irmão negociando a devolução de territórios já ocupados pelos invasores. Mas depois não concordou com a submissão aos portugueses de vários chefes africanos, incluindo seu irmão, e, ordenando suas mortes, chegou ao comando de grupos de resistência à ocupação das terras de Ngola e Matamba.
Aliou-se
a guerreiros jagas passando a atuar em
quilombos, com espaços e táticas de guerra
semelhantes aos utilizados por seu
contemporâneo Zumbi dos Palmares em terras
brasileiras.
Obteve vitórias e uma relativa paz até morrer aos 82 anos de idade.
Fontes:
Carlos H. M. Serrano. Ginga, a rainha
quilombola de Matamba e Angola. Revista USP
nº 28, 1995/1996 (Dossiê Povo Negro - 300
Anos).
Selma Pantoja. Nzinga Mbandi: mulher, guerra
e escravidão. Brasília: Thesaurus, 2000.
Ilustrações:
Nzinga, imagem adaptada do artigo de Carlos H.M.
Serrano (acima).
Chefe africano, imagem adaptada de José Redinha.
Distribuição étnica de Angola. 7 ed.
Instituto de Investigação Científica de
Angola, Centro de Informações e Turismo de
Angola, 1971.